quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Capitulo 9- Hospedes chegando

Edinilma para o carro de repente e olha para Wilemina.
- Não sei se estou fazendo o certo. Talvez eu vá me arrepender muito disso. Mas quero que você vá morar comigo e com Rodrilberto.
- O que? Você é louca? - Fala Wilemina surpresa.
- Não. Quero dizer, talvez seja loucura. Mas não posso deixar vocês morrerem a mingua.
- Eu não vou morrer a mingua! Eu vou dar conta de um jeito ou de outro.
- Cai na real Wilemina. Vocês não vão viver o resto da vida de marmitas de restaurante. E o Milioneiro ainda é uma criança. Tem é que estudar. E a pensão do Rodrilberto não é uma mina de ouro.
- Você quer mesmo que eu vá para sua casa.
- Não. De verdade eu não queria. Mas eu sou obrigada.
Wilemina pensa um pouco chocada com a situação e virando-se para Edinilma fala:
- Eu também vou aceitar porque estou sendo obrigada. Pelo menos até minha aposentadoria sair.
Edinilma olha para Wilemina. Também não estava sendo nada fácil para ela.
- Não vamos fazer disso um drama, ok? Quase não vamos nos ver. Eu e o Rodrilberto trabalhamos o dia inteiro.
Edinilma volta a dirigir o carro.

Rodrilberto chega do serviço em casa quando a noite já chegava.
- Amor, estou em casa. - Quando ele de repente se depara com Wilemina de frente a televisão do lado do filho.
- Oi Rodrilberto.
- Pai. Que bom que você chegou.
Ele está chocado estranhando. E Mercelina chega da cozinha trazendo uma bandeija de leite e bolachas.
- Seu Rodrilberto.
Rodrilberto puxa Mercelina pelo braço até a cozinha e pergunta os dois a sós.
- Não vai me dizer que a Edinilma resolveu aceitar a Wilemina ficar aqui.
- A sua esposa quer conversar com o senhor no quarto de vocês. Tenha calma e paciência com ela. Não está sendo nada fácil para ela.
- Me diga Mercelina! Para quem está sendo fácil essa situação?
- Para ninguém seu Rodrilberto. Por isso que devemos agir com a máxima calma.
- Eu estou calmo. Só estou...Nem sei o que estou sentindo com tudo isso.
- Orgulhoso da sua mulher?
Rodrilberto abre um sorriso.
- Como a senhora consegue falar as coisas tão certas Mercelina.
- Mas cuidado seu Rodriberto. Para dona Edinilma ela não se sente não orgulhosa assim. A aceitação de algo que não se quer não é um sentimento tão feliz assim.
Rodrilberto sai e passando pelo filho e Wilemina e sobe as escadas indo para seu quarto.
Ele abre a porta com cuidado e Edinilma está deitada. Ao ver a porta se abrir ela se vira. E fica o olhando.
Rodrilberto se aproxima e abraça a esposa.
- Você não tem noção do que estou sentindo por você meu amor.
- Rodrilberto, precisamos conversar. - Ela se desvencilha do abraço e fala com ele. - Não sei se estou sendo processiva demais com esse ato. Mas que se dane! Eu posso ser processiva nessa situação. Não quero ver você de conversinha com a Wilemina. Independente de tudo ela continua sendo uma ex-namorada sua. A mãe do seu filho...
- Edinilma você está sendo ridícula.
- Não! Não estou sendo ridícula...
- Eu te amo. E é você minha mulher! Não precisa ficar com ciúmes de alguém que eu gostei de alguém a séculos atrás. Eu sou um homem completamente diferente do que a Wilemina conheceu. E ela também é outra pessoa. E mesmo que fossemos. Eu fiz um juramento diante de Deus. E ninguém vai mudar isso.
Edinilma não aguentando mais o beija. Mas o telefone toca. E casal é obrigado a descer para a sala.
Todos na casa olham para Rodrilberto que atende o telefone.
- Alô? - Wilemina, Milioneiro, Mercelina e Edinilma olha para ele assustado. Pois vê a visionomia dele mudar. Ele entrega o telefone para Edinilma falando. - É a sua mãe. Parece que ela está chorando.
- Minha mãe?
Edinilma coloca o tefone no ouvido e uma voz estridente fala do outro lado:
- Filha! É você?
- Sou eu mãe. O que foi?
- Eu briguei com seu pai filha. Nos terminamos tudo. - Diz ela chorando do outro lado da linha. - Ele me expulsou de casa. Eu estou indo para i.
- O que? Não mãe!
- O que? Vai renegar abrigo para a sua mãe?
- Mãe! E que o quarto está ocupado. Nos temos hospedes.
- Hospedes? Que hospedes? Manda eles embora! Eu sou a sua mãe. E tenho mais direito que qualquer um. Amanhã de manhã estou chegando.
O telefone é desligado e Edinilma olha para todo mundo com o rosto transfigurado de medo.
- Ferrou! Minha mãe tá vindo pra cá.
- A não! Sua mãe não! - Diz Rodrilberto exageradamente apavorado.
- Meu Deus! - Diz Mercelina chocada.
Wilemina surpresa pergunta.
- Nossa gente. Que isso? A mulher é tão terrível assim?
- Você não entende. Ela é um monstro em forma de gente. - Diz Rodriberto nervoso.
- Vamos dizer que não é uma pessoa de fácil convivência. - Fala Mercelina tentando não exagerar muito.
- Imagine o que ela vai falar quando souber de tudo Rodrilberto. Vai fazer eu me separar de você!
- Souber de tudo o que? - Pergunta Milioneiro apavorado.
Wilemina já percebe tudo e fala:
- Calma Edinilma. Ela não precisa saber de nada. Podemos dizer que sou sua irmã. E meu filho seu sobrinho.
- Não é a melhor solução gente. A verdade é sempre o melhor método. - Fala Mercelina tentando acalmar o povo.
- Mas nesse caso não Mercelina. - Diz Rodrilberto nervoso.
- Mas não vai adiantar. Minha mãe sente cheiro de mentira. Ela futrica até achar a verdade.
- Minha mãe ficou sabendo que eu estava grávida só quando o Milioneiro tinha três anos. E olha que eu morava com ela. Deixe comigo. Eu sei esconder as coisas muito bem.

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