quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Capitulo 3 - Um final de semana prolongado

A primeira visita de Milioneiro a casa do pai não foi lá tão emocionante assim. O menino era tímido e não gostava muito de bola... o que Rodrilberto não gostou muito. Pois foi exatamente isso que ele tinha comprado para brincar com  o filho na primeira semana que Wilemina deixou Milioneiro ir a casa deles.
Ela o deixou logo no primeiro final de semana depois de ter lhe falado a noticia. O carro apenas estacionou na porta de casa e o menino saiu. O carro saiu rapidamente apenas esperando o menino tirar a mala de dentro  do carro.
Rodrilberto e Edinilma saíram de casa ansiosos e foram conhecer o menino.
- Bom dia Milioneiro? Tudo bem com você? - Diz o pai com carinho.
- Tudo. Eu posso entrar? - Perguntou o menino como se aquela pergunta fosse na verdade a fala: "Eu posso participar da sua vida de agora em diante?".
- É claro que pode. Essa é a casa do seu pai. - Diz Rodrilberto com calma. - Mas antes quero que conheça a minha esposa. O nome dela e Edinilma e quero que a trate como se fosse sua mãe.
- É claro. - Diz tentando esboçar um sorriso. E entrando para dentro de casa.
O casal olhou triste para o menino. Mas logo Rodrilberto se apressou em ajuda-lo a carregar a pesada mala e subir as escadas para lhe apresentar o seu quarto que tinha sido reservado a ele.
Edinilma ficou sozinha na sala e já ia caminhar para subir as escadas também quando Mercelina surge da cozinha falando:
- Não dona Edinilma. Dê um tempo só para os dois.
Edinilma surpresa se virou.
- Oras Mercelina eu só quero ir ver se precisam de alguma coisa.
-Eles precisam de um tempo para ficarem sozinhos e conversarem. De agora em diante a senhora vai ter que a aprender a dividir o seu Rodrilberto com o filho dele. E isso não será fácil.
- Não seja boba. Nós seremos a família desse menino agora.
- Sim. Vocês serão a família dele. Mas você dona Edinilma por mais que queira jamais vai substituir a mãe dele. A senhora tem que colocar isso na sua cabeça. Tente vê-lo como um amigo. E não como um filho. Será mais fácil para todos.
- Nossa, Mercelina. Você podia ser mais positivista diante dessa situação.
- Vai ter seus lados bons também. Só estou lhe preparando para as coisas ruins. Mas as coisas boas viram também. Deus não colocou esse menino no seu caminho atoa. E esse motivos viram a tona em algum momento.
- Você fala de um jeito mulher. Parece que quer prever o futuro.
- São coisas que devemos estar preparadas.
O final de semana passou e a noite de domingo também. O menino sempre quieto. Gostava muito de ver televisão. O que deixou o pai  Rodrilberto um pouco decepcionado. Chegando o domingo deixou um gostinho de... poderiamos ter mais tempo.
Mas não tinha. A noite tinha chegado e a hora de buscar Milioneiro também. Mas nada de Wilemina chegar.
Rodrilberto ligou várias vezes para o número que o menino tinha da mãe. E nada dela atender.
Até que em umas das tentativas uma voz que não era de Wilemina atendeu:
- Olá?
- Oi. Esse telefone é da casa da  Wilemina?
- É sim. Aqui quem fala é a mãe dela. Você deve ser o pai do filho dela.
- Sim sou eu. Aconteceu alguma coisa? - Perguntou Rodrilberto com medo da resposta.
- Sim aconteceu. A Wilemina passou muito mau e foi parar no hospital. Estamos com ela. Ela pediu que você ficasse com o menino até que ela melhore...- a mulher começou a chorar...- E se caso ela não melhorasse que você não deixa-se o menino a vê-la. Cuide dele...
A ligação tinha caído. Rodrilberto do outro lado da linha ficou paralisado diante da noticia. O filho assustado do outro lado da linha queria saber já preocupado com  a notícia pior do que aquela.



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