sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Capitulo 4 - Outro desastre

Rodrilberto olha firme para seu filho. Ele tinha lagrimas nos olhos. Esperava o pior. Rodrilberto fala sério após colocar o telefone no gancho.
- Milioneiro, sua mãe passou mau. Está no hospital. Seu avô está com ela. Sua avó está indo para lá.
- Eu quero ir para lá. Me leva lá pai. - Diz o menino soluçando de tanto chorar.
- Ela não quer que você veja ela daquele estado meu filho. A situação não está boa para ela.
- Não importa o que ela quer! Eu tenho direito! Ela é minha mãe! - Diz o menino aos berros.
Edinilma assustada vai para o lado do marido para tentar consola-lo e fala para acalmar o garoto.
- Milioneiro, tente entender. É muito difícil para uma mãe se ver não debilitada perto de um filho que ela que deveria cuidar dele.
- Não importa. Sempre tivemos que fazer sempre a decisão da mamãe. E ela sempre tomou decisões idiotas. E uma delas é essa. Não é justo. - O garoto corre subindo as escadas e o casal fica no meio da casa sem saber o que fazer.
Quando surge Mercelina pela porta da cozinha.
- Desculpe entrar no assunto de vocês, mas preciso dar minha opinião.
- Fale Mercelina, o que precisamos é exatamente disso. Um conselho. - Fala Rodrilberto nervoso.
- Acho que vocês devem levar o menino. Apesar da mãe ter dito isso, as vezes é só uma forma de proteger o filho. Mas ela deseja ter o filho perto dela nessa hora. E além de os pais da Wilemina não terem uma idade boa para passar a noite no hospital. Vocês podiam ir lá e dar esse apoio.
Os dois olham para si.
Rodrilberto sobe as escadas até o quarto do menino. E com carinho fala:
- Filho, posso entrar?
- Eu quero ver minha mãe! - Diz ele deitado de bruços com a cabeça enfiada no travesseiro.
- Nos vamos vê-la. - Com Rodrilberto falando isso Milioneiro se vira com os olhos vermelhos de tanto chorar. - Só que você vai precisar ser forte. Sua mãe pediu para você não vê-la porque sabia que você ia ficar desse estado perto dela. Então se mostre forte diante dessa situação.
- Mas minha mãe vai morrer pai!
- Ninguém sabe Milioneiro. E se ela tiver mesmo que ir... Nos não podemos fazer nada. Isso é a única coisa que não podemos fazer nada Milioneiro. Devemos apenas aceitar que essa pessoa tão querida para nos passou por esse véu misterioso. Essa pessoa apenas descobriu o mistério do mundo. O segredo que todos querem descobrir... e que todos um dia vamos descobrir. Ela apenas vai descobrir mais cedo que nós.
Não diga a ela "Adeus". Diga "Até logo". Um dia iremos todos nos encontrar e rir de nossos medos por fazer essa passagem. Como meninos que tem medo de pular num rio gelado. E quando estão lá dentro riem e brincam nem se lembrando que a água era tão gelada.

O carro andava pela rua. Edinilma olhava para o marido dirigindo o carro. Não entendia porque tinha que passar por tudo isso. Eles deveriam era ser felizes para sempre, terem filhos. Mas não podia culpa-lo ou culpar o garoto. Era apenas o destino trilhando seu tortuoso caminho de ensinamentos.


USA, Utah, Ogden, Senior people holding hands in hospital


Ao chegar ao hospital um casal de idosos estava na porta do hospital chorando. A madrugada não prometia noites de sono a ninguém. O menino ao ver os avos sai correndo do carro e os abraça. Edinilma e Rodrilberto saem do carro tristes e se aproximam.
- Então você é o Rodrilberto? Sabia que viria mesmo assim. Ouvimos falar menos do que queríamos sobre você. - Fala a senhora.
- Se soubéssemos aonde morava. Iria lá nos primeiros meses de gravides da Wilemina. - Completa o senhor de idade.
Edinilma pensa que se isso tivesse acontecido eles não estariam casados. E Rodrilberto estaria sofrendo muito mais vendo a esposa morrer.
- Se eu soubesse eu iria falar com vocês. Não precisariam vir atrás de mim. - Diz Rodrilberto sério.
- Mas o que importa é que vocês finalmente chegaram. Meu marido não está bem. Com a confusão esqueceu o remédio em casa. E vamos busca-lo.
- Onde está minha mãe? - Pergunta o menino apreensivo.
- Está na U.T.I. Meu pequeno e não podemos vê-la. Mas precisava ficar alguém aqui para saber noticias. Voltaremos logo. Ai poderão ir embora.
- Podem ficar tranquilos. Não sairemos daqui, enquanto não chegarem. - Diz Edinilma que foi agradecido por um sorriso da mulher.
Os dois idosos entram dentro do carro. Rodrilberto e Edinilma se sentam num banco e o menino recosta nos braços do pai. Logo o Milineiro cai no sono e desce a cabeça, usando as pernas do pai como travesseiro. Rodrilberto se vira sonolento também e vê que Edinilma também no seu ombro também dormia. E sem forças também dorme. Logo o seu celular toca. Fazendo o despertar assustado. Ele esfrega os olhos. Olha nas horas do relógio do célular. Já iria amanhecer. O celular tocava. Mas Rodrilberto olha para os lados para procura dos pais de Wilemina. Ele atende e é a voz de Mercelina.
- Senhor Rodrilberto?
- Sim Mercelina? O que foi?
- Tentei ligar para você a noite toda.
- O que aconteceu?
- A policia ligou. Aconteceu um acidente na estrada com os pais de Wilemina. Eles ligaram para o ultimo número chamado do celular da senhora Wilsonita. Eles morreram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário