Rodrilberto abre a porta do quarto novamente. Edinilma está deitada na cama de costas para a porta e seus soluços de choro se percebem pela movimentação dos seus ombros.
Rodrilberto se senta na cama. Estava envergonhado da atitude idiota que tinha tomado. Mas como pedir desculpas?
- Eu estava errado e você certa mais uma vez meu amor.
Esse foi o ponta-pé para Edinilma levantar cheia de lágrimas nos olhos:
- Você é muito idiota Rodrilberto! Você não me merece! Sabia?
- Eu sei Edinilma. Mas estou nervoso. Tudo isso acontecendo...
- Isso também está acontecendo comigo! Meu marido, que casei pensando que iria ser só meu, agora tenho que dividi-lo. Eu pensava que eu que te daria um filho. Mas você já tem.
- Mas eu continuo querendo um filho com você.
- Como vou saber qual você vai amar mais.
- Isso não existe Edinilma. Eu não vou amar um mais que o outro.
- Isso não é justo Rodrilberto. As outras mulheres sabem que casaram com um homem que tinha filhos. Se preparam para poder ter que dividi-los... Eu não. Eu fui surpreendida.
- Eu também queria que fosse diferente Edinilma. Eu também fui surpreendido. E entendo que para você está sendo difícil. Mas estamos no mesmo barco meu amor. Nos somos casados, sempre estaremos no mesmo barco. Não me coloque como um inimigo. - Falando isso Edinilma se acalmou e o abraçou.
- Eu não estou te colocando como um inimigo. Só estou assustada com tudo que aconteceu. Estou fragilizada. E estou com medo de nosso casamento criar rachaduras.
- Isso só vai acontecer se você deixar. Porque eu não vou deixar. Nem vou colocar nosso casamento em risco. Vamos ver como a Wilemina e o Milioneiro se viram sozinhos. Mas eu vou ajuda-los como posso.
Edinilma se devencilha do abraço com calma e um sorriso.
- Tudo bem. Você precisa ajuda-lo. É seu filho.
No dia seguinte a porta do quarto do hospital se abre. Wilemina se vira na cama e vê entrando pelo quarto seu filho.
- Mãe! - Que corre para abraça-la.
- Milioneiro! - Ela abraça o filho com carinho. - Fiquei com medo de não vir. - Wilemina olha para porta aonde Edinilma está.
- Bom dia Edinilma?
- Bom dia Wilemina. Eu e seu filho vinhemos te buscar para te levar para casa. Você recebe alta hoje, não é?
- Sim o médico falou foi isso.
- A minha empregada foi dar uma arrumadinha na casa de vocês. Mas depois iremos contratar uma só pra te ajudar.
- Não vai ser fácil chegar lá e ver aquela casa vazia. - Diz Wilemina triste.
- Mas você vai ter seu filho para te alegrar. - Diz Edinilma esfregando a cabeleira de Milioneiro. Que olhava triste para a mãe. - Vamos passar no banco para dar entrada na sua aposentadoria.
- Tudo certo. - Diz Wilemina sorrindo para Edinilma. - Obrigada por tudo que está fazendo. Sei que não deve ser fácil.
- As coisas estão bem mais difíceis para você do que pra mim. E não custa nada ajudar.
- Se eu tivesse no seu lugar, sei que não fária o mesmo.
- Somos pessoas diferentes.
O médico abre a porta com um grande sorriso.
- Wilemina, vejo que está em ótima companhia.
- Dr. Maximilinário a senhora Edinilma é uma mulher casada. - Diz Wilemina rindo deixando constrangidos Edinilma e o próprio médico.
- Não quis dizer isso. Falo do seu filho.
- Ou sim. - Fala Wilemina com um sorriso malicioso para Edinilma que com vergonha olhava apenas para as pontas dos pés. Mas Wilemina ainda não se deu por vencida. - Edinilma, esse é meu médico, dr. Maximilinário.
O médico apesar do constrangimento não queria ser indelicado e cumprimenta Edinilma.
- Mas eu já o conhecia. Quando você ainda estava dormindo ele me deu a noticia de que a cirurgia tinha sido realizada.
- Muito bem. Mas e ai doutor? Eu vou poder sair desse hospital.
- Sim Wilemina. Você pode. Mas toda semana virá para cá, fazer fisioterapia. Para conseguir voltar a andar.
- É claro doutor.
- E aqui está a lista dos remédios que terá que comprar.
Wilemina pega a lista de remédios e coloca na bolsa.
- Isso é lógico, além da cadeira de rodas. Aqui está o endereço de um bom lugar. Você poderá ficar com a do hospital por um semana.
Edinilma fica preocupada com isso e se vira para Max.
- Mas é muito caro doutor essa cadeira.
- É um preço bastante salgado. Mas você pode achar usadas.
- Vamos dar um jeito doutor. - Fala Wilemina séria. - Não se preocupe.
- Vou pedir para um enfermeira trazer a cadeira de rodas.
Wilemina estava forte a todo momento. Parecia que não andar era apenas um detalhe de sua vida corriqueira. Mas no momento em que a enfermeira chegou com a cadeira de rodas, as lágrimas correram no seu rosto. Todos esperavam ela se acalmar. Max é que se aproximou dela dizendo:
- Vamos Wilemina?
- Calma!
Max se abaixou até ela e falou.
- Não faça dela um bicho de sete cabeças. É só um auxilio enquanto você não poder se locomover sozinha. A cadeira não é sua inimiga. É sua amiga.
Ela chorando se senta na cadeira. Milioneiro segurando firme a mão de Edinilma via a cena apavorado.
No carro Wilemina sentada no banco do carona ao lado de Edinilma que dirigia tinha o olhar perdido e triste. Edinilma sempre preocupada a olhava e para menino no banco de trás.
Chegando na casa, Edinilma desligou o carro e saiu para fora. Tirou a cadeira de rodas do porta-malas do carro e colocou do lado do passageiro. Abriu a porta e olhou para Wilemina com o olhar perdido. O sol batia forte no rosto de Edinilma e a fome no estomago dela.
- Precisa de ajuda Wilemina?
Wilemina acorda e se vira com o olhar corajoso.
- Não. Obrigada Edinilma. - E tenta sair do carro sozinha. Só que quase cai. Edinilma segura a cadeira. Mas logo acaba e segurando Wilemina pelos braços e colocando na cadeira. Milioneiro já do lado de fora do carro vê a cena se preparando para ajudar. Mas Edinilma conseguia sozinha. Ele abre a porta de casa preocupado enquanto Edinilma carregava a cadeira para dentro da casa com Wilemina em cima. Mas antes de chegar a porta Wilemina fala quase nervosa:
- Pode deixar. Eu consigo.
Edinilma solta a cadeira. Estava exausta. E não sabia direito o que deveria ou não fazer. Wilemina com dificuldade entra em casa rolando as rodas da cadeira. E chora ao ver a casa que era toda decorada com carinho pela sua mãe.
Edinilma carinhosa se aproxima e fala:
- Você quer que eu faça comida? Quer que eu prepare seu banho?
- Não obrigada Edinilma. Você já fez muito. Eu peço alguma coisa pelo telefone.
- Eu coloquei um anuncio no jornal. Logo vai aparecer alguém aqui interessada na vaga de enfermeira. Para ficar com você. Te ajudar.
- Ok. Vou estar esperando.
- Eu vou comprar os remédios e vou dar uma olhada nas cadeiras depois do almoço. De tarde eu passo aqui. E vamos ver o negocio da sua aposentaria também.
- Obrigada Edinilma, mais uma vez. Mas agora eu gostaria de ficar sozinha, com meu filho, e a casa que foi dos meus pais.
- Ou sim. Claro.
Edinilma sem graça vai saindo da casa quando vê num porta retrato na mesinha de centro um retrato conhecido. Era de Rodrilberto bem novo. Numa foto antiga. Ela pega a foto e olha estranhando.
- É o meu marido?
- Sim. - Diz Miloneiro indo até a foto e a pegando da mão de Edinilma. - Tenho desde pequeno.
Wilemina se aproxima do filho e o abraça. Quase como se protegesse a foto de Edinilma.
- Deixei a foto com o menino e ele quis colocar no porta-retrato. Ele precisava de uma visão de como era seu pai.
- Está certo. -Diz Edinilma disfarçando um sorriso. - Tchau. Volto mais tarde.
Edinilma sai nervosa pensando se seu ciumes foi muito exagerado... ou não.
Rodrilberto se senta na cama. Estava envergonhado da atitude idiota que tinha tomado. Mas como pedir desculpas?
- Eu estava errado e você certa mais uma vez meu amor.
Esse foi o ponta-pé para Edinilma levantar cheia de lágrimas nos olhos:
- Você é muito idiota Rodrilberto! Você não me merece! Sabia?
- Eu sei Edinilma. Mas estou nervoso. Tudo isso acontecendo...
- Isso também está acontecendo comigo! Meu marido, que casei pensando que iria ser só meu, agora tenho que dividi-lo. Eu pensava que eu que te daria um filho. Mas você já tem.
- Mas eu continuo querendo um filho com você.
- Como vou saber qual você vai amar mais.
- Isso não existe Edinilma. Eu não vou amar um mais que o outro.
- Isso não é justo Rodrilberto. As outras mulheres sabem que casaram com um homem que tinha filhos. Se preparam para poder ter que dividi-los... Eu não. Eu fui surpreendida.
- Eu também queria que fosse diferente Edinilma. Eu também fui surpreendido. E entendo que para você está sendo difícil. Mas estamos no mesmo barco meu amor. Nos somos casados, sempre estaremos no mesmo barco. Não me coloque como um inimigo. - Falando isso Edinilma se acalmou e o abraçou.
- Eu não estou te colocando como um inimigo. Só estou assustada com tudo que aconteceu. Estou fragilizada. E estou com medo de nosso casamento criar rachaduras.
- Isso só vai acontecer se você deixar. Porque eu não vou deixar. Nem vou colocar nosso casamento em risco. Vamos ver como a Wilemina e o Milioneiro se viram sozinhos. Mas eu vou ajuda-los como posso.
Edinilma se devencilha do abraço com calma e um sorriso.
- Tudo bem. Você precisa ajuda-lo. É seu filho.
No dia seguinte a porta do quarto do hospital se abre. Wilemina se vira na cama e vê entrando pelo quarto seu filho.
- Mãe! - Que corre para abraça-la.
- Milioneiro! - Ela abraça o filho com carinho. - Fiquei com medo de não vir. - Wilemina olha para porta aonde Edinilma está.
- Bom dia Edinilma?
- Bom dia Wilemina. Eu e seu filho vinhemos te buscar para te levar para casa. Você recebe alta hoje, não é?
- Sim o médico falou foi isso.
- A minha empregada foi dar uma arrumadinha na casa de vocês. Mas depois iremos contratar uma só pra te ajudar.
- Não vai ser fácil chegar lá e ver aquela casa vazia. - Diz Wilemina triste.
- Mas você vai ter seu filho para te alegrar. - Diz Edinilma esfregando a cabeleira de Milioneiro. Que olhava triste para a mãe. - Vamos passar no banco para dar entrada na sua aposentadoria.
- Tudo certo. - Diz Wilemina sorrindo para Edinilma. - Obrigada por tudo que está fazendo. Sei que não deve ser fácil.
- As coisas estão bem mais difíceis para você do que pra mim. E não custa nada ajudar.
- Se eu tivesse no seu lugar, sei que não fária o mesmo.
- Somos pessoas diferentes.
O médico abre a porta com um grande sorriso.
- Wilemina, vejo que está em ótima companhia.
- Dr. Maximilinário a senhora Edinilma é uma mulher casada. - Diz Wilemina rindo deixando constrangidos Edinilma e o próprio médico.
- Não quis dizer isso. Falo do seu filho.
- Ou sim. - Fala Wilemina com um sorriso malicioso para Edinilma que com vergonha olhava apenas para as pontas dos pés. Mas Wilemina ainda não se deu por vencida. - Edinilma, esse é meu médico, dr. Maximilinário.
O médico apesar do constrangimento não queria ser indelicado e cumprimenta Edinilma.
- Mas eu já o conhecia. Quando você ainda estava dormindo ele me deu a noticia de que a cirurgia tinha sido realizada.
- Muito bem. Mas e ai doutor? Eu vou poder sair desse hospital.
- Sim Wilemina. Você pode. Mas toda semana virá para cá, fazer fisioterapia. Para conseguir voltar a andar.
- É claro doutor.
- E aqui está a lista dos remédios que terá que comprar.
Wilemina pega a lista de remédios e coloca na bolsa.
- Isso é lógico, além da cadeira de rodas. Aqui está o endereço de um bom lugar. Você poderá ficar com a do hospital por um semana.
Edinilma fica preocupada com isso e se vira para Max.
- Mas é muito caro doutor essa cadeira.
- É um preço bastante salgado. Mas você pode achar usadas.
- Vamos dar um jeito doutor. - Fala Wilemina séria. - Não se preocupe.
- Vou pedir para um enfermeira trazer a cadeira de rodas.
Wilemina estava forte a todo momento. Parecia que não andar era apenas um detalhe de sua vida corriqueira. Mas no momento em que a enfermeira chegou com a cadeira de rodas, as lágrimas correram no seu rosto. Todos esperavam ela se acalmar. Max é que se aproximou dela dizendo:
- Vamos Wilemina?
- Calma!
Max se abaixou até ela e falou.
- Não faça dela um bicho de sete cabeças. É só um auxilio enquanto você não poder se locomover sozinha. A cadeira não é sua inimiga. É sua amiga.
Ela chorando se senta na cadeira. Milioneiro segurando firme a mão de Edinilma via a cena apavorado.
No carro Wilemina sentada no banco do carona ao lado de Edinilma que dirigia tinha o olhar perdido e triste. Edinilma sempre preocupada a olhava e para menino no banco de trás.
Chegando na casa, Edinilma desligou o carro e saiu para fora. Tirou a cadeira de rodas do porta-malas do carro e colocou do lado do passageiro. Abriu a porta e olhou para Wilemina com o olhar perdido. O sol batia forte no rosto de Edinilma e a fome no estomago dela.
- Precisa de ajuda Wilemina?
Wilemina acorda e se vira com o olhar corajoso.
- Não. Obrigada Edinilma. - E tenta sair do carro sozinha. Só que quase cai. Edinilma segura a cadeira. Mas logo acaba e segurando Wilemina pelos braços e colocando na cadeira. Milioneiro já do lado de fora do carro vê a cena se preparando para ajudar. Mas Edinilma conseguia sozinha. Ele abre a porta de casa preocupado enquanto Edinilma carregava a cadeira para dentro da casa com Wilemina em cima. Mas antes de chegar a porta Wilemina fala quase nervosa:
- Pode deixar. Eu consigo.
Edinilma solta a cadeira. Estava exausta. E não sabia direito o que deveria ou não fazer. Wilemina com dificuldade entra em casa rolando as rodas da cadeira. E chora ao ver a casa que era toda decorada com carinho pela sua mãe.
Edinilma carinhosa se aproxima e fala:
- Você quer que eu faça comida? Quer que eu prepare seu banho?
- Não obrigada Edinilma. Você já fez muito. Eu peço alguma coisa pelo telefone.
- Eu coloquei um anuncio no jornal. Logo vai aparecer alguém aqui interessada na vaga de enfermeira. Para ficar com você. Te ajudar.
- Ok. Vou estar esperando.
- Eu vou comprar os remédios e vou dar uma olhada nas cadeiras depois do almoço. De tarde eu passo aqui. E vamos ver o negocio da sua aposentaria também.
- Obrigada Edinilma, mais uma vez. Mas agora eu gostaria de ficar sozinha, com meu filho, e a casa que foi dos meus pais.
- Ou sim. Claro.
Edinilma sem graça vai saindo da casa quando vê num porta retrato na mesinha de centro um retrato conhecido. Era de Rodrilberto bem novo. Numa foto antiga. Ela pega a foto e olha estranhando.
- É o meu marido?
- Sim. - Diz Miloneiro indo até a foto e a pegando da mão de Edinilma. - Tenho desde pequeno.
Wilemina se aproxima do filho e o abraça. Quase como se protegesse a foto de Edinilma.
- Deixei a foto com o menino e ele quis colocar no porta-retrato. Ele precisava de uma visão de como era seu pai.
- Está certo. -Diz Edinilma disfarçando um sorriso. - Tchau. Volto mais tarde.
Edinilma sai nervosa pensando se seu ciumes foi muito exagerado... ou não.
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