Rodrilberto ainda com o telefone celular no ouvido olhou para Milioneiro ainda dormindo em seu colo, olhou para a esposa que acordava preocupada. Seu rosto demonstrava claramente que outra tragedia tinha acontecido. Ele desligou o celular e se virou para Edinilma falando meio gaguejando:
- Você fica aqui com Milioneiro. Qualquer noticia você me liga.
- O que aconteceu Rodrilberto?
- Eu vou...- Diz Rodrilberto chocado. - Eu não posso... - Ele se levanta deixando o menino dormindo na poltrona do hospital.
Edinilma preocupada também se levanta e vai até o marido que se afastava aturdido.
- Calma meu amor. Me explique o que está acontecendo.
- Os avos do Milioneiro... acabaram de...
- O que aconteceu com eles?
- Um acidente...
- O que? - Pergunta Edinilma assustada olhando para o menino para confirmar que ele estava dormindo. - Mas eles estavam agora...
- Eles morreram. Querem que eu vá lá no I.M.L ou que contate um familiar.
- Mas como? Eles tem outra pessoa?
-Eu não sei Edinilma. Eu vou ir lá e tentarei resolver. Você fica aqui com o Milioneiro. Não conta nada pra ele. Se o médico chegar com noticias sobre a Wilemina você me liga.
Edinilma não podia acreditar vendo o marido correr pelo corredor do hospital para fora. Já amanhecia segunda feira. Segunda feira era para ela voltar a sua vida normal. Sem ter que dividir Rodrilberto com ninguém. Só com o serviço. Teria que ligar para o serviço dele e dela para avisarem que não poderão ir.
Ela com calma pegou o celular e ligou:
- Alô?
- Edinilma. - Era a voz de Carina, amiga do serviço de Edinilma. - O que ouve?
- Você vai ter que me ajudar amiga. Não vou poder ir para o serviço hoje.
- Porque não? Aconteceu alguma coisa com o menino? Eu falei para você que não ia ser fácil.
- Mas a coisa é mais complicada do que isso Carina. A mãe do menino está no hospital e estavamos aqui enquanto os avos do menino fosse buscar algo em casa. Acontece que aconteceu um acidente e parece que os velhos morreram.
- O que? - Esse o que não vinha do telefone. Vinha de trás de Edinilma. E era a voz de Milioneiro que tinha acordado e escultado toda a conversa.
- Carina preciso desligar. - Edinilma desliga o telefone e se vira para ver a cara de choro do menino.
No I.M.L Rodrilberto falava com um policial.
- Eu fui namorado da filha deles quando estava na escola. E estava no hospital com a filha dela enquanto iam buscar algo em casa. Mas não conheço ninguém da família deles. Muito menos amigos.
- O celular deles não tinha agenda senhor Rodrilberto. Não tem nenhum vestígios de outros familiares deles. Você terá que reconhecer os corpos e pelo jeito cuidar da filha deles também.
O médico chega na sala de espera onde Edinilma tentava acalmar o menino que chorava.
- Senhora Wilsonita? - Grita o médico a procura da avó de Milioneiro.
Edinilma se levanta e fala:
- Ela saiu... - O que poderia dizer mais além disso. - Eu estou responsável pela paciente. Meu nome é Edinilma.
- Senhora Edinilma. A paciente Wilemina, acabou de sair de uma cirurgia. Tentamos remover o tumor. E conseguimos. Mas ela entrou em coma na sala de cirurgia.
- E isso é ruim doutor?- Pergunta Edinilma ignorante sobre o caso.
- Ela pode ficar dormindo por muito tempo ou pode acordar amanhã. Mas uma coisa é certa. A cirurgia como tinhamos explicado para a paciente poderia afetar os seus movimentos. E afetou. Ela não poderá andar.
- Meu Deus doutor. O que será dela? E do filho dela? Os pais da paciente acabaram de morrer.
- Ela precisará ter alguém do lado dela o tempo todo. Será uma faze bem difícil para vocês.
- Para mim não. Eu não sou nada dela!
- Para os famíliares.
- Mas nos não temos mais ninguém. - Diz o menino desesperado.
Edinilma olha desesperada para a sua situação. Teria que arcar com esse peso tão grande. Cuidar da ex-mulher do marido, e do filho de ambos?
- Você fica aqui com Milioneiro. Qualquer noticia você me liga.
- O que aconteceu Rodrilberto?
- Eu vou...- Diz Rodrilberto chocado. - Eu não posso... - Ele se levanta deixando o menino dormindo na poltrona do hospital.
Edinilma preocupada também se levanta e vai até o marido que se afastava aturdido.
- Calma meu amor. Me explique o que está acontecendo.
- Os avos do Milioneiro... acabaram de...
- O que aconteceu com eles?
- Um acidente...
- O que? - Pergunta Edinilma assustada olhando para o menino para confirmar que ele estava dormindo. - Mas eles estavam agora...
- Eles morreram. Querem que eu vá lá no I.M.L ou que contate um familiar.
- Mas como? Eles tem outra pessoa?
-Eu não sei Edinilma. Eu vou ir lá e tentarei resolver. Você fica aqui com o Milioneiro. Não conta nada pra ele. Se o médico chegar com noticias sobre a Wilemina você me liga.
Edinilma não podia acreditar vendo o marido correr pelo corredor do hospital para fora. Já amanhecia segunda feira. Segunda feira era para ela voltar a sua vida normal. Sem ter que dividir Rodrilberto com ninguém. Só com o serviço. Teria que ligar para o serviço dele e dela para avisarem que não poderão ir.
Ela com calma pegou o celular e ligou:
- Alô?
- Edinilma. - Era a voz de Carina, amiga do serviço de Edinilma. - O que ouve?
- Você vai ter que me ajudar amiga. Não vou poder ir para o serviço hoje.
- Porque não? Aconteceu alguma coisa com o menino? Eu falei para você que não ia ser fácil.
- Mas a coisa é mais complicada do que isso Carina. A mãe do menino está no hospital e estavamos aqui enquanto os avos do menino fosse buscar algo em casa. Acontece que aconteceu um acidente e parece que os velhos morreram.
- O que? - Esse o que não vinha do telefone. Vinha de trás de Edinilma. E era a voz de Milioneiro que tinha acordado e escultado toda a conversa.
- Carina preciso desligar. - Edinilma desliga o telefone e se vira para ver a cara de choro do menino.
No I.M.L Rodrilberto falava com um policial.
- Eu fui namorado da filha deles quando estava na escola. E estava no hospital com a filha dela enquanto iam buscar algo em casa. Mas não conheço ninguém da família deles. Muito menos amigos.
- O celular deles não tinha agenda senhor Rodrilberto. Não tem nenhum vestígios de outros familiares deles. Você terá que reconhecer os corpos e pelo jeito cuidar da filha deles também.
O médico chega na sala de espera onde Edinilma tentava acalmar o menino que chorava.
- Senhora Wilsonita? - Grita o médico a procura da avó de Milioneiro.
Edinilma se levanta e fala:
- Ela saiu... - O que poderia dizer mais além disso. - Eu estou responsável pela paciente. Meu nome é Edinilma.
- Senhora Edinilma. A paciente Wilemina, acabou de sair de uma cirurgia. Tentamos remover o tumor. E conseguimos. Mas ela entrou em coma na sala de cirurgia.
- E isso é ruim doutor?- Pergunta Edinilma ignorante sobre o caso.
- Ela pode ficar dormindo por muito tempo ou pode acordar amanhã. Mas uma coisa é certa. A cirurgia como tinhamos explicado para a paciente poderia afetar os seus movimentos. E afetou. Ela não poderá andar.
- Meu Deus doutor. O que será dela? E do filho dela? Os pais da paciente acabaram de morrer.
- Ela precisará ter alguém do lado dela o tempo todo. Será uma faze bem difícil para vocês.
- Para mim não. Eu não sou nada dela!
- Para os famíliares.
- Mas nos não temos mais ninguém. - Diz o menino desesperado.
Edinilma olha desesperada para a sua situação. Teria que arcar com esse peso tão grande. Cuidar da ex-mulher do marido, e do filho de ambos?
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