Dona Odranoeti nunca foi uma pessoa de fácil convivência. Edinilma sempre teve sua vida um pouco mais complicada por ter uma mãe tão exigente com as outras pessoas. Sua estima era constantemente baixa pela criação que teve. A mãe sempre achava que para a filha crescer e se tornar uma pessoa melhor ela deveria mostrar para filha que ela nunca iria ser boa o bastante. Isso significava constantes criticas que deixava Edinilma deprimida.
Sua mãe do seu lado no carro fazia Edinilma temer o que iria sair da boca da mãe. E então resolveu ficar calada. Porém Odranoeti era uma mulher que achava que para ser sincera e correta deveria falar o que pensava. O que muitas vezes não era o melhor que a pessoa gostava de escultar. E para Odranoeti todos eram obrigados a ouvir a verdade.
- Não é possível que mesmo você tendo que trabalhar não consegue comprar um carro descente. Está caindo aos pedaços.
- Mamãe esse é o carro da nossa empregada domestica. O nosso está com o Rodrilberto. Ele foi levar o sobrinho dele para a escola e foi trabalhar.
- Não acho que ele mereça usar o carro mais que você. Não pagaram o carro juntos? Minha filha se você não tomar cuidado esse homem vai viver a vida toda se aproveitando de você. - Edinilma sempre preferiu ficar calada diante da mãe. Parecia que nada fazia ela perceber que estava errada.
- Rodrilberto nunca se aproveitou de mim. Somos um casal e temos que dividir as coisas.
- Quantas vezes você dirigiu o carro de vocês? Me responde?
- Mãe, nunca precisei. Ele sempre me deixa no serviço. Só em situações como essas que eu preciso de um carro. E costumo pegar emprestado da Mercelina.
- "Situações como essa". Parece ser um sacrifício tão grande ter que pegar sua mãe na rodoviária. Se eu soubesse que fosse assim eu ia para de baixo da ponte que iria ser melhor.
- Não é sacrifício nenhum para mim mãe. - Diz Edinilma se controlando. - O que aconteceu entre você e o papai?
-Você conhece seu pai. - "Um santo homem" Pensa Edinilma já imaginando o que faria seu pai perder a cabeça com a mãe. - Ele me fez perder a paciência. E fiz coisas que ele não gostou.
- O que você fez com ele mãe? - Pergunta Edinilma nervosa.
- Sua casa nunca vai chegar não. Parece que cada vez que eu venho aqui essa casa fica mais longe.
Odranoeti tinha o dom de mudar de assunto quando não queria falar sobre ele ou quando estava errada.
Rodrilberto deixa Milioneiro na escola. O sentimento entre os dois estava um pouco mais complicado do que antes. Não era fácil para Milioneiro perder os avos e ver a mãe daquele estado. Mas estava muito feliz por ir morar com o pai. Rodrilberto encarava a visão de ter um filho na adolescência e tendo que criar uma amizade que não era fácil de ter com um estranho.
- Boa sorte na escola.
- Boa sorte no trabalho pai.
- Olha, sei que as cosias não estão fáceis. Se quiser conversar é só chegar e ...
- ..falar? - Pergunta Milioneiro. - Pode deixar. Ainda não tivemos tempo de bater um papo. Mas...
- Quando chegar em casa. - Fala Rodrilberto apertando a mão do filho.
- Combinado. - Milioneiro sai do carro e corre para os amigos. Uma menino e uma menina.
Rodrilberto fica olhando. O menino e a menina estavam de mãos dadas e Milioneiro estava sobrando.
O menino falava com alegria para o colega.
- Milioneiro, o que é que aconteceu? Dois dias sem vir para a escola?
A menina fala rindo.
- Todos já estavam pensando que você tinha morrido.
- Não Madelina. Meus avos que morreram.
- Que paia cara. - Fala o menino triste. - Como que aconteceu isso?
- Acidente de carro Teorino. Mas não quero falar disso. O que foi que eu perdi? - Fala Milioneiro abrindo um sorriso.
- Só o Dozenui que recebeu uma advertencia da diretora. - Fala Madelina rindo.
- Mas o que ele fez? - Pergunta Milioneiro.
- Ele estava humilhando o Uminota de novo. - Conclui Teorino.
- Aquele menino é muito besta. Para que fazer isso com o coitado do menino? - Fala decepcionado Milioneiro.
- Para com isso Milioneiro. Todo mundo sabe que se o Dozenui querer você no grupinho dele você vai feito um cachorrinho. - Fala a menina rindo abraçada a Teorino.
- Eu não. - O casalzinho sai de mãos dadas. E Milioneiro fica para trás olhando triste para a cena.
Outro menino chega cumprimentando Milioneiro.
- E ai Milioneiro? O que ouve com você?
- E ai Uminota? Beleza?
- Sim cara. E ai? Quando vai entrar na guerra contra o Teorino para ficar com a Madelina?
- Tá louco? Eles são meus amigos. Agora a Madelina para mim é homem.
- O Teorino sabia que você era afim da Madelina e mesmo assim ficou com ela.
- Ele foi o melhor. Agora é paciência. A Madelina não é a unica mulher do mundo. - Diz Milioneiro não demonstrando isso na sua feição.
- Ok. Vamos para a aula que a dona Pliana já entrou.
Edinilma chega em casa e com a mãe. Odranoeti chega na frente abrindo a porta e a filha carregando as malas atrás. Mercelina corre para ajuda-la.
- Pode dizer para sua hospede que o quarto é meu. Se ela quiser a sala fica para ela.
- Deixa que eu te ajudo dona Edinilma. - Fala Mercelina pegando a maior mala.
- Ela já ia ficar na sala mesmo com o filho mãe. - Edinilma se vira para Mercelina e fala: - Já arrumou não é?
- Sim.
Wilemina chega da cozinha rolando a cadeira de rodas e Odranoeti a vê assustada. Não sabia que ela estava de cadeira de rodas.
- Bom dia. A senhora deve ser a mãe da Edinilma. Muito prazer, eu sou irmã de Rodrilberto.
- Engraçado. Ele nunca falou de irmã nenhuma. - Diz ela caminhando para sala junto de Wilemina. Ela não se abala e fala:
- É que estávamos brigados. Fugi de casa nova grávida. Mas eles não sabiam. - Edinilma e Mercelina assistiam o desempenho de Wilemina. Verdadeiramente ela era uma boa atriz. - Voltei a pouco tempo quando fiquei assim e meu irmão me acolheu.
- E o pai do menino? - Pergunta Odranoeti impertinente.
- Não soube que tive o filho também. Resolvi cria-lo sozinha.
- Mas vê no que dá. Se tivesse casado com ele não precisaria depender dos outros agora.
- Mamãe! - Reclama Edinilma.
- Meu irmão tem o dever de me ajudar senhora Odranoeti. Sua filha que como ótima pessoa que não precisava aceitar. Mas aceitou.
- É. Minha filha é boba mesmo. - Odranoeti vai para o banheiro deixando as três mulheres sozinhas.
- Me desculpe Wilemina. Minha mãe as vezes é insuportável.
- Tudo bem Edinilma. Eu já convivi com muitas pessoas como ela. E sei como lidar.
Sua mãe do seu lado no carro fazia Edinilma temer o que iria sair da boca da mãe. E então resolveu ficar calada. Porém Odranoeti era uma mulher que achava que para ser sincera e correta deveria falar o que pensava. O que muitas vezes não era o melhor que a pessoa gostava de escultar. E para Odranoeti todos eram obrigados a ouvir a verdade.
- Não é possível que mesmo você tendo que trabalhar não consegue comprar um carro descente. Está caindo aos pedaços.
- Mamãe esse é o carro da nossa empregada domestica. O nosso está com o Rodrilberto. Ele foi levar o sobrinho dele para a escola e foi trabalhar.
- Não acho que ele mereça usar o carro mais que você. Não pagaram o carro juntos? Minha filha se você não tomar cuidado esse homem vai viver a vida toda se aproveitando de você. - Edinilma sempre preferiu ficar calada diante da mãe. Parecia que nada fazia ela perceber que estava errada.
- Rodrilberto nunca se aproveitou de mim. Somos um casal e temos que dividir as coisas.
- Quantas vezes você dirigiu o carro de vocês? Me responde?
- Mãe, nunca precisei. Ele sempre me deixa no serviço. Só em situações como essas que eu preciso de um carro. E costumo pegar emprestado da Mercelina.
- "Situações como essa". Parece ser um sacrifício tão grande ter que pegar sua mãe na rodoviária. Se eu soubesse que fosse assim eu ia para de baixo da ponte que iria ser melhor.
- Não é sacrifício nenhum para mim mãe. - Diz Edinilma se controlando. - O que aconteceu entre você e o papai?
-Você conhece seu pai. - "Um santo homem" Pensa Edinilma já imaginando o que faria seu pai perder a cabeça com a mãe. - Ele me fez perder a paciência. E fiz coisas que ele não gostou.
- O que você fez com ele mãe? - Pergunta Edinilma nervosa.
- Sua casa nunca vai chegar não. Parece que cada vez que eu venho aqui essa casa fica mais longe.
Odranoeti tinha o dom de mudar de assunto quando não queria falar sobre ele ou quando estava errada.
Rodrilberto deixa Milioneiro na escola. O sentimento entre os dois estava um pouco mais complicado do que antes. Não era fácil para Milioneiro perder os avos e ver a mãe daquele estado. Mas estava muito feliz por ir morar com o pai. Rodrilberto encarava a visão de ter um filho na adolescência e tendo que criar uma amizade que não era fácil de ter com um estranho.
- Boa sorte na escola.
- Boa sorte no trabalho pai.
- Olha, sei que as cosias não estão fáceis. Se quiser conversar é só chegar e ...
- ..falar? - Pergunta Milioneiro. - Pode deixar. Ainda não tivemos tempo de bater um papo. Mas...
- Quando chegar em casa. - Fala Rodrilberto apertando a mão do filho.
- Combinado. - Milioneiro sai do carro e corre para os amigos. Uma menino e uma menina.
Rodrilberto fica olhando. O menino e a menina estavam de mãos dadas e Milioneiro estava sobrando.
O menino falava com alegria para o colega.
- Milioneiro, o que é que aconteceu? Dois dias sem vir para a escola?
A menina fala rindo.
- Todos já estavam pensando que você tinha morrido.
- Não Madelina. Meus avos que morreram.
- Que paia cara. - Fala o menino triste. - Como que aconteceu isso?
- Acidente de carro Teorino. Mas não quero falar disso. O que foi que eu perdi? - Fala Milioneiro abrindo um sorriso.
- Só o Dozenui que recebeu uma advertencia da diretora. - Fala Madelina rindo.
- Mas o que ele fez? - Pergunta Milioneiro.
- Ele estava humilhando o Uminota de novo. - Conclui Teorino.
- Aquele menino é muito besta. Para que fazer isso com o coitado do menino? - Fala decepcionado Milioneiro.
- Para com isso Milioneiro. Todo mundo sabe que se o Dozenui querer você no grupinho dele você vai feito um cachorrinho. - Fala a menina rindo abraçada a Teorino.
- Eu não. - O casalzinho sai de mãos dadas. E Milioneiro fica para trás olhando triste para a cena.
Outro menino chega cumprimentando Milioneiro.
- E ai Milioneiro? O que ouve com você?
- E ai Uminota? Beleza?
- Sim cara. E ai? Quando vai entrar na guerra contra o Teorino para ficar com a Madelina?
- Tá louco? Eles são meus amigos. Agora a Madelina para mim é homem.
- O Teorino sabia que você era afim da Madelina e mesmo assim ficou com ela.
- Ele foi o melhor. Agora é paciência. A Madelina não é a unica mulher do mundo. - Diz Milioneiro não demonstrando isso na sua feição.
- Ok. Vamos para a aula que a dona Pliana já entrou.
Edinilma chega em casa e com a mãe. Odranoeti chega na frente abrindo a porta e a filha carregando as malas atrás. Mercelina corre para ajuda-la.
- Pode dizer para sua hospede que o quarto é meu. Se ela quiser a sala fica para ela.
- Deixa que eu te ajudo dona Edinilma. - Fala Mercelina pegando a maior mala.
- Ela já ia ficar na sala mesmo com o filho mãe. - Edinilma se vira para Mercelina e fala: - Já arrumou não é?
- Sim.
Wilemina chega da cozinha rolando a cadeira de rodas e Odranoeti a vê assustada. Não sabia que ela estava de cadeira de rodas.
- Bom dia. A senhora deve ser a mãe da Edinilma. Muito prazer, eu sou irmã de Rodrilberto.
- Engraçado. Ele nunca falou de irmã nenhuma. - Diz ela caminhando para sala junto de Wilemina. Ela não se abala e fala:
- É que estávamos brigados. Fugi de casa nova grávida. Mas eles não sabiam. - Edinilma e Mercelina assistiam o desempenho de Wilemina. Verdadeiramente ela era uma boa atriz. - Voltei a pouco tempo quando fiquei assim e meu irmão me acolheu.
- E o pai do menino? - Pergunta Odranoeti impertinente.
- Não soube que tive o filho também. Resolvi cria-lo sozinha.
- Mas vê no que dá. Se tivesse casado com ele não precisaria depender dos outros agora.
- Mamãe! - Reclama Edinilma.
- Meu irmão tem o dever de me ajudar senhora Odranoeti. Sua filha que como ótima pessoa que não precisava aceitar. Mas aceitou.
- É. Minha filha é boba mesmo. - Odranoeti vai para o banheiro deixando as três mulheres sozinhas.
- Me desculpe Wilemina. Minha mãe as vezes é insuportável.
- Tudo bem Edinilma. Eu já convivi com muitas pessoas como ela. E sei como lidar.
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