Patrícia olha firme para a porta. Sabia que seu marido estava chegando. Recebeu o telefonema do porteiro a pouco tempo dizendo que ele estava subindo. Ele se aproxima da porta e destranca a porta. Ela sentada na poltrona olhava firme para a porta. Não iria mais ignorar o cheiro de perfume feminino. Não iria mais ignorar as marcas de batom no pescoço dele.
-Olá querida? Estava me esperando? - Diz ele cinicamente, estava aparentemente bêbado e a gola da roupa para cima, e alguns botões da roupas faltando serem abotoados. - O que a Melissa fez para o jantar.
Patricia se levanta da poltrona tomando forças e queria dizer outra coisa. Mas fala:
- Eu deixei ela tirar uma folga hoje.
- A não Patricia. Não quero jantar fora hoje. Estou muito cansado. A manhã toda nenhum funcionário estava na loja. Deram uma desculpa esfarrapada...
- E você Miguelito? Aonde estava de manhã? - Ele se vira. Sabia que ela sabia de seus deslizes, e sabia que ela prefiria fazer de conta que nada tinha acontecido. E ele sabia naquele momento que ele tinha mudado de ideia. -E na noite de quinta-feira? Você não estava trabalhando estava? Miguelito e quando chegou só de manhã em casa? Com quem estava?
- Do que está falando meu amor. Sabe onde estava. Passei a noite na casa do Téo porque o carro estragou quando voltava do corujão lá na loja...
- Para Miguelito! - Diz ela fechando os olhos e deixando lagrimas cairem dos olhos. - Eu não quero mais isso para mim. Não quero mais essa vida pra mim. Eu mereço coisa melhor. Eu mereço alguém melhor.
A mascara de Miguelito finalmente cai.
- Você merece? - Pergunta ele rindo. - Você não vai conseguir mais ninguém. Você já está velha e acabada. Você acha que entre uma menininha de dezessete e você, quem que os caras vão escolher? Você é velha e nunca vai arrumar nada melhor do que eu... Um marido rico que dá tudo que você precisa...
- Eu precisava apenas de carinho. E isso você não pode me dar. E não preciso de homem para me dar isso. Minhas malas já estão lá embaixo. - Diz ela saindo.
Finalmente Miguelito percebe que vai perder a esposa e fala:
- Não Patricia. Você não pode fazer isso comigo. E a Fiorella? O que ela vai pensar de você.
- Ela vai sentir orgulho que a mãe finalmente se livrou de um lixo como você. Isso se ela tiver pelo menos um traço diferente do que você. Coisa que eu acho muito difícil. Deixei ela ser criada a seu modo. Mas vou correr atrás do prejuízo.
Ela fecha a porta indo embora. Miguelito abre e segura o braço de Patricia.
-Você não pode ir embora Patricia. Eu sou seu marido!
- Me solta Miguelito. Não torne as coisas mais dificeis do que já são.
- Desculpa Patricia. Eu juro que vou mudar...
- Me larga...-Diz Patricia tentando soltar seus braços. Só que cada vez que ele soltava um braço ele segurava desesperado outro. - Se não me soltar eu juro que vou a delegacia dar parte. Já tem roxos nos meus braços.
Miguelito solta o braço dela apavorado. E recuado pela ameaça fala:
- Você nunca vai ser feliz Patricia. Isso eu te juro. Isso eu te juro.
Patricia passando as mãos pelos roxos entra no elevador e assustada com a ameaça ou maldição que Miguelito jogou nela ela pensa para onde iria. Com quem ficaria.
Milioneiro abre os olhos. Era dia e o sol entrava pela janela do quarto que nunca tinha visto antes. Não se lembrava direito. Aos poucos vai se lembrando. Se lembrando da festa. Das bebidas. E de Natália. A linda menina que Samuel tinha lhe apresentado. E o que eles fizeram dentro daquele quarto. Ela não estava do seu lado. Ele se levanta veste a roupa e se assusta ao ver três pessoas caída no chão do quarto desmaiadas de bêbadas. Ele pulando o rapaz e a moça vai para o lado de fora da casa. Onde pessoas do lado da piscina já bebiam. Entre essas pessoas estava Natália que já dançava se esfregando com um outro rapaz. Ela o vê e dá uma thauzinho para ele.
De repente alguém por trás da um abraço forte no pescoço de Milioneiro.
- E ai rapaz? - Milioneiro se vira assustado. Era Dozenui. - Fiquei sabendo que Natália te fez virar homem. Ela é uma beleza não é.
- É sim. - Diz ele com olhar triste se sentando na cadeira de piscina meio destruída.
- Uai? Parece que não gostou. Você não é viado? É?
- Não é isso. - Diz Milioneiro constrangido. Dozenui olha rindo entendendo o que aconteceu.
- Já sei. Você pensou que vocês iam namorar. Que bonitinho... -Diz ele rindo. - A Natália não é de ninguém Milioneiro. E vai se acostumando. Aqui ninguém e de ninguém. Todo mundo é de todo mundo. - Diz ele rindo. - Mas vamos embora. Que temos de ir para a escola.
- Eu tenho que ir é para casa. Minha mãe deve...- Milioneiro para antes de terminar a frase vendo que ir dar mancada. Mas Dozenui nem tinha percebido o que ele tinha falado. Ele fez foi dar um pulo na piscina.
Milioneiro corre para casa e ao abrir a porta vê Wilemina, Edinilma, Rodrilberto e Mercelina de pé com cara de quem estavam muito preocupados.
Rodrilberto estava com um telefone na mão e fala:
- Obrigado seu policial. Ele acabou de chegar.
Wilemina nervosa se aproxima.
- O que pensa que está fazendo?
- Quer matar eu e sua mãe de preocupação. - Diz Rodrilberto se aproximando de Milioneiro e alisando seus cabelos. Wilemina também do lado dele segurava sua mão com preocupação.
-Eu tive tanto medo.
Edinilma vê aquela cena, pai, mãe e filhos juntos e engole em seco aquilo. Mercelina percebe. Edinilma fala:
- Já que está tudo bem. Eu vou subir e me arrumar para ir trabalhar.
Ela sobe correndo as escadas. E Mercelina corre atrás. Ela entra no quarto e bate a porta. Mercelina abre.
- Edinilma!
Edinilma na cama chora.
- Não é fácil Mercelina. Eu até hoje não pude dar um filho para ele. E de repente eu ver uma cena dessa.
- O Rodrilberto te ama.
- Não tem nada a ver com o Rodrilberto me amar ou não Mercelina. A mãe do filho dele não sou eu.
- Calma Edinilma. Se não aconteceu ainda. É porque não era para acontecer. É para acontecer depois.
- Depois quando? Eu deve ter algum problema! Não é possível!
- Não tente guerrear contra Milioneiro. Nenhum filho vai acabar com o amor que um pai tem pelo outro. Wilemina e Milioneiro são pessoas boas. E infelizmente você vai ter que lidar com essas situações com calma e maturidade. Seu marido vai amar seu filho tanto quanto Milioneiro. Mas não acabar com cenas como essas. Então enquanto seu filho não nasce pelo motivo certo, que não é guerrear contra Milioneiro tente lidar com essas cenas da forma certa. É apenas um pai preocupado com seu filho. Nada mais.
Edinilma tinha que ver que era exatamente isso que estava fazendo.
- As vezes Deus não me deu um filho porque é justamente o que eu queria fazer. Guerrear contra o amor de Milioneiro. Eu não quero isso. Milioneiro é um garoto de ouro e merece o amor do pai. Eu vou ter meu filho porque desejo amar alguém tanto assim também. E não que Rodrilberto o ame tanto quanto o Milioneiro.
Rodrilberto para o carro diante da escola e Milioneiro vai para descer. Mas Rodrilberto tranca a porta.
- Eu sei o que são festas nessa idade Milioneiro. E sei que não tem tantas coisas boas como parece.
- Pai...- Diz Milioneiro tentando se defender. Mas Rodrilberto fala.
- Eu confio em você meu filho. E se você ter que quebrar a cara. Vai quebrar a cara. Mas saiba que eu, sua mãe e a Edinilma sempre estaremos aqui para ajuda-lo a concertar. Mas por favor. Não se envolva com coisas que vão deixar sua cara em cacos pequenos demais para agente montar ela do jeito que estava.
- Eu sei pai.- Milioneiro vai para descer. Mas se vira para o pai e fala: - Pai acho que já do conta de vir de casa até aqui na escola sozinho.
Rodrilberto se assusta com o que o filho fala e sem graça fala:
- Ok filho. Amanhã você pode vir sozinho.
Rodrilberto dirige até o serviço.
Fiorella nervosa bate na porta de uma casa no centro de cidade . E Patricia abre a porta esfregando os olhos.
- Mãe chega disso!
- Fiorella o que faz aqui tão cedo?
- Eu chego da faculdade e fico sabendo pelo meu pai que você voltou para a casa do vovô. -Diz ela entrando metidamente na casa.
- Fiorella querida. - Diz um senhor de idade chegando da cozinha. - A quanto tempo não vem aqui.
- Olá vovô. - Diz ela sem paciência e olhando para a mãe que já estava sentada no sofá. - Vamos, arruma suas coisas. Vamos para casa!
- Não vou fazer isso Fiorella!
- Eu não vou ter pais separados mãe!
- Não é uma decisão sua Fiorella. Cansei de aguentar as traições de seu pai.
- Quem não é traída hoje em dia mãe! Você está agindo como se tivesse quinze anos. Para com isso é vamos para casa!
- Eu mereço ser feliz Fiorella. E por justamente não ter quinze anos que não vou mais ficar aguentando humilhações suas e de seu pai.
- Humilhações minhas? A senhora é muito injusta.
- Você é cópia do seu pai. Não duvido que tenha encoberto traições dele.
- Meu pai merece coisa muito melhor que você! - Diz Fiorella nervosa saindo batendo a porta. Patricia ouve apenas o carro saindo apressado. E cai no sofá chorando. O pai se aproxima.
- Minha filha. Não chore. Você fez o certo.
- Eu sei. Estou chorando de alivio. Mas não vou desistir de Fiorella. Vou ensina-la como viver sua vida do jeito certo. Não vou deixa-la errar como eu errei.
Milioneiro chegando no colégio vê entre os alunos Madelina e Teorino de mãos dadas. Todos conversavam sobre algo. E Milioneiro com vergonha não pergunta o que aconteceu. Madelina que se aproxima dele e fala nervosa.
- Ficou sabendo da noticia Milioneiro? - Diz ela com feição de ódio. - Uminota tentou suicídio na casa dele ontem de noite. Ele não suportou saber que teria que vir para o colégio e encarar todo mundo.
Teorino fala calmo com Miloneiro.
- Mas todo mundo sabe quem fez isso. Dozenui não escapa hoje. Assim que ele chegar vou tirar satisfação com ele. Chega dessas humilhações horríveis. Chegou num limite. E foi o pior possivel.
- O que? - Pergunta Milioneiro apavorado.
- É isso mesmo que ouviu Milioneiro. - Diz Madelina. - Um grupo de estudantes estão planejando linchar o Dozenui na hora do recreio. Todos tem certeza que foi ele que grudou o Uminota na cadeira. Eu tenho minhas duvidas.
-Olá querida? Estava me esperando? - Diz ele cinicamente, estava aparentemente bêbado e a gola da roupa para cima, e alguns botões da roupas faltando serem abotoados. - O que a Melissa fez para o jantar.
Patricia se levanta da poltrona tomando forças e queria dizer outra coisa. Mas fala:
- Eu deixei ela tirar uma folga hoje.
- A não Patricia. Não quero jantar fora hoje. Estou muito cansado. A manhã toda nenhum funcionário estava na loja. Deram uma desculpa esfarrapada...
- E você Miguelito? Aonde estava de manhã? - Ele se vira. Sabia que ela sabia de seus deslizes, e sabia que ela prefiria fazer de conta que nada tinha acontecido. E ele sabia naquele momento que ele tinha mudado de ideia. -E na noite de quinta-feira? Você não estava trabalhando estava? Miguelito e quando chegou só de manhã em casa? Com quem estava?
- Do que está falando meu amor. Sabe onde estava. Passei a noite na casa do Téo porque o carro estragou quando voltava do corujão lá na loja...
- Para Miguelito! - Diz ela fechando os olhos e deixando lagrimas cairem dos olhos. - Eu não quero mais isso para mim. Não quero mais essa vida pra mim. Eu mereço coisa melhor. Eu mereço alguém melhor.
A mascara de Miguelito finalmente cai.
- Você merece? - Pergunta ele rindo. - Você não vai conseguir mais ninguém. Você já está velha e acabada. Você acha que entre uma menininha de dezessete e você, quem que os caras vão escolher? Você é velha e nunca vai arrumar nada melhor do que eu... Um marido rico que dá tudo que você precisa...
- Eu precisava apenas de carinho. E isso você não pode me dar. E não preciso de homem para me dar isso. Minhas malas já estão lá embaixo. - Diz ela saindo.
Finalmente Miguelito percebe que vai perder a esposa e fala:
- Não Patricia. Você não pode fazer isso comigo. E a Fiorella? O que ela vai pensar de você.
- Ela vai sentir orgulho que a mãe finalmente se livrou de um lixo como você. Isso se ela tiver pelo menos um traço diferente do que você. Coisa que eu acho muito difícil. Deixei ela ser criada a seu modo. Mas vou correr atrás do prejuízo.
Ela fecha a porta indo embora. Miguelito abre e segura o braço de Patricia.
-Você não pode ir embora Patricia. Eu sou seu marido!
- Me solta Miguelito. Não torne as coisas mais dificeis do que já são.
- Desculpa Patricia. Eu juro que vou mudar...
- Me larga...-Diz Patricia tentando soltar seus braços. Só que cada vez que ele soltava um braço ele segurava desesperado outro. - Se não me soltar eu juro que vou a delegacia dar parte. Já tem roxos nos meus braços.
Miguelito solta o braço dela apavorado. E recuado pela ameaça fala:
- Você nunca vai ser feliz Patricia. Isso eu te juro. Isso eu te juro.
Patricia passando as mãos pelos roxos entra no elevador e assustada com a ameaça ou maldição que Miguelito jogou nela ela pensa para onde iria. Com quem ficaria.
Milioneiro abre os olhos. Era dia e o sol entrava pela janela do quarto que nunca tinha visto antes. Não se lembrava direito. Aos poucos vai se lembrando. Se lembrando da festa. Das bebidas. E de Natália. A linda menina que Samuel tinha lhe apresentado. E o que eles fizeram dentro daquele quarto. Ela não estava do seu lado. Ele se levanta veste a roupa e se assusta ao ver três pessoas caída no chão do quarto desmaiadas de bêbadas. Ele pulando o rapaz e a moça vai para o lado de fora da casa. Onde pessoas do lado da piscina já bebiam. Entre essas pessoas estava Natália que já dançava se esfregando com um outro rapaz. Ela o vê e dá uma thauzinho para ele.
De repente alguém por trás da um abraço forte no pescoço de Milioneiro.
- E ai rapaz? - Milioneiro se vira assustado. Era Dozenui. - Fiquei sabendo que Natália te fez virar homem. Ela é uma beleza não é.
- É sim. - Diz ele com olhar triste se sentando na cadeira de piscina meio destruída.
- Uai? Parece que não gostou. Você não é viado? É?
- Não é isso. - Diz Milioneiro constrangido. Dozenui olha rindo entendendo o que aconteceu.
- Já sei. Você pensou que vocês iam namorar. Que bonitinho... -Diz ele rindo. - A Natália não é de ninguém Milioneiro. E vai se acostumando. Aqui ninguém e de ninguém. Todo mundo é de todo mundo. - Diz ele rindo. - Mas vamos embora. Que temos de ir para a escola.
- Eu tenho que ir é para casa. Minha mãe deve...- Milioneiro para antes de terminar a frase vendo que ir dar mancada. Mas Dozenui nem tinha percebido o que ele tinha falado. Ele fez foi dar um pulo na piscina.
Milioneiro corre para casa e ao abrir a porta vê Wilemina, Edinilma, Rodrilberto e Mercelina de pé com cara de quem estavam muito preocupados.
Rodrilberto estava com um telefone na mão e fala:
- Obrigado seu policial. Ele acabou de chegar.
Wilemina nervosa se aproxima.
- O que pensa que está fazendo?
- Quer matar eu e sua mãe de preocupação. - Diz Rodrilberto se aproximando de Milioneiro e alisando seus cabelos. Wilemina também do lado dele segurava sua mão com preocupação.
-Eu tive tanto medo.
Edinilma vê aquela cena, pai, mãe e filhos juntos e engole em seco aquilo. Mercelina percebe. Edinilma fala:
- Já que está tudo bem. Eu vou subir e me arrumar para ir trabalhar.
Ela sobe correndo as escadas. E Mercelina corre atrás. Ela entra no quarto e bate a porta. Mercelina abre.
- Edinilma!
Edinilma na cama chora.
- Não é fácil Mercelina. Eu até hoje não pude dar um filho para ele. E de repente eu ver uma cena dessa.
- O Rodrilberto te ama.
- Não tem nada a ver com o Rodrilberto me amar ou não Mercelina. A mãe do filho dele não sou eu.
- Calma Edinilma. Se não aconteceu ainda. É porque não era para acontecer. É para acontecer depois.
- Depois quando? Eu deve ter algum problema! Não é possível!
- Não tente guerrear contra Milioneiro. Nenhum filho vai acabar com o amor que um pai tem pelo outro. Wilemina e Milioneiro são pessoas boas. E infelizmente você vai ter que lidar com essas situações com calma e maturidade. Seu marido vai amar seu filho tanto quanto Milioneiro. Mas não acabar com cenas como essas. Então enquanto seu filho não nasce pelo motivo certo, que não é guerrear contra Milioneiro tente lidar com essas cenas da forma certa. É apenas um pai preocupado com seu filho. Nada mais.
Edinilma tinha que ver que era exatamente isso que estava fazendo.
- As vezes Deus não me deu um filho porque é justamente o que eu queria fazer. Guerrear contra o amor de Milioneiro. Eu não quero isso. Milioneiro é um garoto de ouro e merece o amor do pai. Eu vou ter meu filho porque desejo amar alguém tanto assim também. E não que Rodrilberto o ame tanto quanto o Milioneiro.
Rodrilberto para o carro diante da escola e Milioneiro vai para descer. Mas Rodrilberto tranca a porta.
- Eu sei o que são festas nessa idade Milioneiro. E sei que não tem tantas coisas boas como parece.
- Pai...- Diz Milioneiro tentando se defender. Mas Rodrilberto fala.
- Eu confio em você meu filho. E se você ter que quebrar a cara. Vai quebrar a cara. Mas saiba que eu, sua mãe e a Edinilma sempre estaremos aqui para ajuda-lo a concertar. Mas por favor. Não se envolva com coisas que vão deixar sua cara em cacos pequenos demais para agente montar ela do jeito que estava.
- Eu sei pai.- Milioneiro vai para descer. Mas se vira para o pai e fala: - Pai acho que já do conta de vir de casa até aqui na escola sozinho.
Rodrilberto se assusta com o que o filho fala e sem graça fala:
- Ok filho. Amanhã você pode vir sozinho.
Rodrilberto dirige até o serviço.
Fiorella nervosa bate na porta de uma casa no centro de cidade . E Patricia abre a porta esfregando os olhos.
- Mãe chega disso!
- Fiorella o que faz aqui tão cedo?
- Eu chego da faculdade e fico sabendo pelo meu pai que você voltou para a casa do vovô. -Diz ela entrando metidamente na casa.
- Fiorella querida. - Diz um senhor de idade chegando da cozinha. - A quanto tempo não vem aqui.
- Olá vovô. - Diz ela sem paciência e olhando para a mãe que já estava sentada no sofá. - Vamos, arruma suas coisas. Vamos para casa!
- Não vou fazer isso Fiorella!
- Eu não vou ter pais separados mãe!
- Não é uma decisão sua Fiorella. Cansei de aguentar as traições de seu pai.
- Quem não é traída hoje em dia mãe! Você está agindo como se tivesse quinze anos. Para com isso é vamos para casa!
- Eu mereço ser feliz Fiorella. E por justamente não ter quinze anos que não vou mais ficar aguentando humilhações suas e de seu pai.
- Humilhações minhas? A senhora é muito injusta.
- Você é cópia do seu pai. Não duvido que tenha encoberto traições dele.
- Meu pai merece coisa muito melhor que você! - Diz Fiorella nervosa saindo batendo a porta. Patricia ouve apenas o carro saindo apressado. E cai no sofá chorando. O pai se aproxima.
- Minha filha. Não chore. Você fez o certo.
- Eu sei. Estou chorando de alivio. Mas não vou desistir de Fiorella. Vou ensina-la como viver sua vida do jeito certo. Não vou deixa-la errar como eu errei.
Milioneiro chegando no colégio vê entre os alunos Madelina e Teorino de mãos dadas. Todos conversavam sobre algo. E Milioneiro com vergonha não pergunta o que aconteceu. Madelina que se aproxima dele e fala nervosa.
- Ficou sabendo da noticia Milioneiro? - Diz ela com feição de ódio. - Uminota tentou suicídio na casa dele ontem de noite. Ele não suportou saber que teria que vir para o colégio e encarar todo mundo.
Teorino fala calmo com Miloneiro.
- Mas todo mundo sabe quem fez isso. Dozenui não escapa hoje. Assim que ele chegar vou tirar satisfação com ele. Chega dessas humilhações horríveis. Chegou num limite. E foi o pior possivel.
- O que? - Pergunta Milioneiro apavorado.
- É isso mesmo que ouviu Milioneiro. - Diz Madelina. - Um grupo de estudantes estão planejando linchar o Dozenui na hora do recreio. Todos tem certeza que foi ele que grudou o Uminota na cadeira. Eu tenho minhas duvidas.
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