Todos estavam aliviados e felizes. Odranoeti iria embora e feliz ao lado do marido. Estavam com um problema terminado. Mas o ruim de ter um problema terminado, é que outro problema começa. Agente nunca fica livres deles. Porque estamos sempre procurando algum problema para viver. Para a nossa vida ter um pouquinho de emoção.
Edinilma estava feliz, mas sabia que o pai não poderia fazer duas viagens ao mesmo dia. Ainda mais que uma tempestade começou naquele noite. E prepararam a cama do quarto de hospedes para caber duas pessoas. Além do sofá que estava servindo para Milioneiro e a mãe dormir. Edinilma estava certa de quando Rodrilberto chegasse estaria muito feliz. Mas ele chegou com uma cara tão triste que nem a noticia de que a sogra iria embora o animou.
- O que foi Rodrilberto? Me conte o que aconteceu!- Pergunta Edinilma assustada.
- A Tonely, a menina que trabalha lá no serviço está gravida do chefe e fomos avisar a mulher dele disso.
- Fomos? Fomos quem?
- Eu, o Rodinildo e a Tonely. Sei que a mulher agiu de uma forma tão complicada.
- Como assim?
- Como se ela tentasse disfarçar uma vontade de saltar do prédio em que ela morava. Mas não falou nada. Nem ligou para o marido. Pensei que iamos ser demitido. Mas não aconteceu nada.
- Vocês foram trabalhar de boa?
- Não. Preocupados sim. A Tonely é claro xingou o chefe e foi demitida. Ameaçou que ia pedir pensão. Mas não contou que fomos até a mulher dele. Acho que atingimos quem não queria.
- Você não pensaram nisso, não é? Mas fizeram a coisa certa. Eu não ia querer ser enganada.
- Mas existem pessoas que vivem de aparências Ednilma. E a tal Patricia parecia ser uma dessas pessoas. O que fizemos é acabar com essa aparência dela.
- Mas todos fazem de conta um pouco Rodrilberto. Não estamos fingindo que sua ex-namorada é sua irmã e seu filho é seu sobrinho só para a chata da minha mãe não ficar me enchendo...por que você está agitando a mão para trás de mim Rodrilberto?
- Porque sua mãe. Está atrás de você.
Era verdade. Odranoeti tinha aberto a porta e ouvido tudo que Edinilma tinha falado. E agora estava pasma olhando para a filha e o genro.
- O que? Eu ouvi direito isso Edinilma? Aquela mulher é na verdade ex-namorada do seu marido. E o menino é filho dele? Você aceitou uma coisa dessas? Você não pode ser minha filha! - Diz Odranoeti saindo para a sala e Edinilma e Rodrilberto saindo do quarto também. Wilemina também estava na sala conversando com Sebston. Que todos ouviam pavorosos os berros de Odranoeti. - Você é uma trouxa mesmo. Foi nisso que você se tornou! Foi nisso que deu ficar longe de mim todos esses anos. Uma idiota! Criei uma filha idiota!
- A senhora não tem o direito de falar assim com a sua filha! - Fala Rodrilberto nervoso.
- Você que não tem direito algum! Eu estou tentando abrir os olhos da minha filha. Você se aproveita porque minha filha é uma retardada!
- Odranoeti! - Fala Sebston nervoso também. Mas ninguém controlava aquela mulher nervosa.
- Não Sebston! Sua filha acolheu a amante do marido na propria casa!
Sebston olha para Wilemina. Ela fala rodando a cadeira dela para frente da sala:
- Não senhora! Eu sou apenas a mãe do filho dele. Que eles acolheram por não dar conta de me cuidar sozinha.
- Você não me engana não. Com essa cara de sonsa não Wilemina. Nunca me enganou.
- Para mãe! - Grita Edinilma chorando. - Você sempre soube apenas é me humilhar e humilhar as pessoas que eu amo!
- Que você ama? Você ama a amante de seu marido?
- Para com esse olhar torto das coisas Odranoeti! - Diz Sebston sem se alterar.
- Olhar torto? Eu não vou deixar minha filha ficar nessa zona que esse canalha do meu genro quer não...
- Olhe para o que sua filha fez Odranoeti! Ela esta ajudando alguém que precisa, passando por cima de preconceitos e de pessoas como você. Pare e olhe que ela foi obrigada até de mentir porque não pode confiar na mãe. Porque ela sempre tem esse olhar torto da vida. - Fala Sebston nervoso. - Sua filha mentiu porque tinha medo disso. E você nunca a decepcionou. Sempre agiu exatamente como ela esperava. - Finalmente Odranoeti cala a boca e olha insegura para a filha chorando. - Eu as vezes tentava mostrar um lado positivo. Que as vezes você não ia agir como sempre age. Mas não. Você sempre batia nela. Ou a humilhava mais do que precisava. Larga de ser um incomodo para ela. E a ajude.
- O que eu sempre quis foi ajudar... - diz Odranoeti chorando para a filha.
- Ajudar mãe? Xingando... brigando com todos... me humilhando.
- Eu quero te proteger minha filha.
- Eu não preciso de proteção nenhuma mãe. O que eu preciso é de seu apoio em tudo que eu fizer.
- Até nas coisas erradas.
- Até nas coisas erradas. E quando eu quebrar a minha cara... me ofereça um colo para chorar. Mas esteja aqui quando eu precisar. Não contra mim.
- Pra eu tá perto de você tem que ser do jeito que você quer? - Diz ignorante Odranoeti.
- Não do jeito que eu quero. Mas do jeito que você precisa ser para ser uma pessoa melhor. - Diz Ednilma. - Você não tem ninguém mãe. Nenhum amigo. Nunca se perguntou que as vezes a senhora também precisa ceder. As vezes precisamos levar uns tapas da vida e ir em frente. E não recuar e se esconder. As vezes agente tromba com as pessoas sem querer as machucando e nem sempre percebemos. Precisamos as vezes só perdoar, porque essa mesma pessoa que tromba em você sem querer te machucando pode ser as que cura suas feridas quando você precisar. E se não as perdoarmos de vez em quando não terá ninguém para curar nossas feridas.
Odranoeti respira fundo, arruma o cabelo que se despenteou sem querer e fala:
- Faça como achar melhor. Sua casa estará lá te esperando quando precisar. Vamos embora Sebston.
Odranoeti sai nervosa e Sebston fala para a filha.
- Me desculpe minha filha. Me desculpe Rodrilberto. Me desculpe Wilemina. - Ele sai apressado atrás da mulher.
O casal se senta no sofá e Wilemina olha triste para eles.
- Eu não queria...
Edinilma se levanta do sofá e fala:
- Independente do que aconteceu no passado Wilemina. Você se mostrou ser a irmã que eu nunca tive. Me ajudou muito com seus conselhos.
- Espero que nunca te decepcione Edinilma.
- Onde está Milioneiro. Tenho que tentar fazer ele entender o que é Odranoeti.
- Não se preocupe ele não estava aqui. Foi numa festa com os amigos.
- Amigos? Que amigos?
Numa outra casa Milioneiro chegava ao lado de Dozenui e seus amigos a uma grande festa. Gente dançando semi-nus e bebendo muito. Adolescentes fumando e cheirando coisas que Milioneiro jamais pensou que poderia ser fumados ou cheirados.
- Bem vindo ao mundo Milioneiro!
Milioneiro olha para as mulheres beijando um homem só. E cada vez que ele ia entrando na casa sendo arrastado pelos muleques de Dozenui ele ia vendo coisas que nunca pensou em ver antes. De repente um rapaz desce as escadas do lado de duas meninas que se esfregavam nele.
- E ai mano! - Diz o rapaz descendo e cumprimentando Dozenui. O tanto que Dozenui parecia intimidador o irmão parecia mais.
- Brother esse é Milioneiro. Ele é o novo integrante do nosso grupo.
- É? O que ele fez?
- Colou a bunda dum otário na cadeira. O menino ficou sem as calças na frente do colégio inteiro.
Os dois riem junto das mulheres. E o jovem fala para Milioneiro.
- Bem vindo ao meu reino Milioneiro. Meu nome é Samuel. Pegue uma bebida para o rapaz Dozenui.
- Bebida? - Pergunta Milioneiro assustado e acuado.
- Sim? Não bebe? - Milioneiro engole em seco e fala alto para ser ouvido com a música alta.
- É claro que bebo!
Samuel se vira para Milioneiro ao seus ouvidos.
- A Juliana gosta de meninos novinhos. - Diz ele apontando para uma morena de olhos claros do outro lado da sala que não parava de olhar para ele.
Dozenui trás o copo de bebida para o menino e fala:
- Saúde!
Milioneiro bate o copo com o de Dozenui e vira de uma vez.
Edinilma estava feliz, mas sabia que o pai não poderia fazer duas viagens ao mesmo dia. Ainda mais que uma tempestade começou naquele noite. E prepararam a cama do quarto de hospedes para caber duas pessoas. Além do sofá que estava servindo para Milioneiro e a mãe dormir. Edinilma estava certa de quando Rodrilberto chegasse estaria muito feliz. Mas ele chegou com uma cara tão triste que nem a noticia de que a sogra iria embora o animou.
- O que foi Rodrilberto? Me conte o que aconteceu!- Pergunta Edinilma assustada.
- A Tonely, a menina que trabalha lá no serviço está gravida do chefe e fomos avisar a mulher dele disso.
- Fomos? Fomos quem?
- Eu, o Rodinildo e a Tonely. Sei que a mulher agiu de uma forma tão complicada.
- Como assim?
- Como se ela tentasse disfarçar uma vontade de saltar do prédio em que ela morava. Mas não falou nada. Nem ligou para o marido. Pensei que iamos ser demitido. Mas não aconteceu nada.
- Vocês foram trabalhar de boa?
- Não. Preocupados sim. A Tonely é claro xingou o chefe e foi demitida. Ameaçou que ia pedir pensão. Mas não contou que fomos até a mulher dele. Acho que atingimos quem não queria.
- Você não pensaram nisso, não é? Mas fizeram a coisa certa. Eu não ia querer ser enganada.
- Mas existem pessoas que vivem de aparências Ednilma. E a tal Patricia parecia ser uma dessas pessoas. O que fizemos é acabar com essa aparência dela.
- Mas todos fazem de conta um pouco Rodrilberto. Não estamos fingindo que sua ex-namorada é sua irmã e seu filho é seu sobrinho só para a chata da minha mãe não ficar me enchendo...por que você está agitando a mão para trás de mim Rodrilberto?
- Porque sua mãe. Está atrás de você.
Era verdade. Odranoeti tinha aberto a porta e ouvido tudo que Edinilma tinha falado. E agora estava pasma olhando para a filha e o genro.
- O que? Eu ouvi direito isso Edinilma? Aquela mulher é na verdade ex-namorada do seu marido. E o menino é filho dele? Você aceitou uma coisa dessas? Você não pode ser minha filha! - Diz Odranoeti saindo para a sala e Edinilma e Rodrilberto saindo do quarto também. Wilemina também estava na sala conversando com Sebston. Que todos ouviam pavorosos os berros de Odranoeti. - Você é uma trouxa mesmo. Foi nisso que você se tornou! Foi nisso que deu ficar longe de mim todos esses anos. Uma idiota! Criei uma filha idiota!
- A senhora não tem o direito de falar assim com a sua filha! - Fala Rodrilberto nervoso.
- Você que não tem direito algum! Eu estou tentando abrir os olhos da minha filha. Você se aproveita porque minha filha é uma retardada!
- Odranoeti! - Fala Sebston nervoso também. Mas ninguém controlava aquela mulher nervosa.
- Não Sebston! Sua filha acolheu a amante do marido na propria casa!
Sebston olha para Wilemina. Ela fala rodando a cadeira dela para frente da sala:
- Não senhora! Eu sou apenas a mãe do filho dele. Que eles acolheram por não dar conta de me cuidar sozinha.
- Você não me engana não. Com essa cara de sonsa não Wilemina. Nunca me enganou.
- Para mãe! - Grita Edinilma chorando. - Você sempre soube apenas é me humilhar e humilhar as pessoas que eu amo!
- Que você ama? Você ama a amante de seu marido?
- Para com esse olhar torto das coisas Odranoeti! - Diz Sebston sem se alterar.
- Olhar torto? Eu não vou deixar minha filha ficar nessa zona que esse canalha do meu genro quer não...
- Olhe para o que sua filha fez Odranoeti! Ela esta ajudando alguém que precisa, passando por cima de preconceitos e de pessoas como você. Pare e olhe que ela foi obrigada até de mentir porque não pode confiar na mãe. Porque ela sempre tem esse olhar torto da vida. - Fala Sebston nervoso. - Sua filha mentiu porque tinha medo disso. E você nunca a decepcionou. Sempre agiu exatamente como ela esperava. - Finalmente Odranoeti cala a boca e olha insegura para a filha chorando. - Eu as vezes tentava mostrar um lado positivo. Que as vezes você não ia agir como sempre age. Mas não. Você sempre batia nela. Ou a humilhava mais do que precisava. Larga de ser um incomodo para ela. E a ajude.
- O que eu sempre quis foi ajudar... - diz Odranoeti chorando para a filha.
- Ajudar mãe? Xingando... brigando com todos... me humilhando.
- Eu quero te proteger minha filha.
- Eu não preciso de proteção nenhuma mãe. O que eu preciso é de seu apoio em tudo que eu fizer.
- Até nas coisas erradas.
- Até nas coisas erradas. E quando eu quebrar a minha cara... me ofereça um colo para chorar. Mas esteja aqui quando eu precisar. Não contra mim.
- Pra eu tá perto de você tem que ser do jeito que você quer? - Diz ignorante Odranoeti.
- Não do jeito que eu quero. Mas do jeito que você precisa ser para ser uma pessoa melhor. - Diz Ednilma. - Você não tem ninguém mãe. Nenhum amigo. Nunca se perguntou que as vezes a senhora também precisa ceder. As vezes precisamos levar uns tapas da vida e ir em frente. E não recuar e se esconder. As vezes agente tromba com as pessoas sem querer as machucando e nem sempre percebemos. Precisamos as vezes só perdoar, porque essa mesma pessoa que tromba em você sem querer te machucando pode ser as que cura suas feridas quando você precisar. E se não as perdoarmos de vez em quando não terá ninguém para curar nossas feridas.
Odranoeti respira fundo, arruma o cabelo que se despenteou sem querer e fala:
- Faça como achar melhor. Sua casa estará lá te esperando quando precisar. Vamos embora Sebston.
Odranoeti sai nervosa e Sebston fala para a filha.
- Me desculpe minha filha. Me desculpe Rodrilberto. Me desculpe Wilemina. - Ele sai apressado atrás da mulher.
O casal se senta no sofá e Wilemina olha triste para eles.
- Eu não queria...
Edinilma se levanta do sofá e fala:
- Independente do que aconteceu no passado Wilemina. Você se mostrou ser a irmã que eu nunca tive. Me ajudou muito com seus conselhos.
- Espero que nunca te decepcione Edinilma.
- Onde está Milioneiro. Tenho que tentar fazer ele entender o que é Odranoeti.
- Não se preocupe ele não estava aqui. Foi numa festa com os amigos.
- Amigos? Que amigos?
Numa outra casa Milioneiro chegava ao lado de Dozenui e seus amigos a uma grande festa. Gente dançando semi-nus e bebendo muito. Adolescentes fumando e cheirando coisas que Milioneiro jamais pensou que poderia ser fumados ou cheirados.
- Bem vindo ao mundo Milioneiro!
Milioneiro olha para as mulheres beijando um homem só. E cada vez que ele ia entrando na casa sendo arrastado pelos muleques de Dozenui ele ia vendo coisas que nunca pensou em ver antes. De repente um rapaz desce as escadas do lado de duas meninas que se esfregavam nele.
- E ai mano! - Diz o rapaz descendo e cumprimentando Dozenui. O tanto que Dozenui parecia intimidador o irmão parecia mais.
- Brother esse é Milioneiro. Ele é o novo integrante do nosso grupo.
- É? O que ele fez?
- Colou a bunda dum otário na cadeira. O menino ficou sem as calças na frente do colégio inteiro.
Os dois riem junto das mulheres. E o jovem fala para Milioneiro.
- Bem vindo ao meu reino Milioneiro. Meu nome é Samuel. Pegue uma bebida para o rapaz Dozenui.
- Bebida? - Pergunta Milioneiro assustado e acuado.
- Sim? Não bebe? - Milioneiro engole em seco e fala alto para ser ouvido com a música alta.
- É claro que bebo!
Samuel se vira para Milioneiro ao seus ouvidos.
- A Juliana gosta de meninos novinhos. - Diz ele apontando para uma morena de olhos claros do outro lado da sala que não parava de olhar para ele.
Dozenui trás o copo de bebida para o menino e fala:
- Saúde!
Milioneiro bate o copo com o de Dozenui e vira de uma vez.
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