Milioneiro sai da sala de aula. Já tinha batido o sinal para irem embora. Ele segue por um caminho que raramente alguém costuma seguir. E numa esquina Madelina o esperava. Ele ao vê-la fica paralisado, sua respiração fica difícil, suas mãos começam a soar e seu coração bate muito forte. Ela não estava com uma cara boa. Ela olha para ele, e percebe que ele não ia se aproximar e nervosa se aproxima.
- Como pode fazer aquilo com Unimota? Ele era seu amigo! - Diz ela o empurrando.
- O que você está dizendo Madelina?- Fala Milioneiro não querendo ser muito convincente.
- Você que fez aquela maldade Milioneiro eu vi. Pensei que era uma pessoa boa. Mas eu estava enganada. Você é como o Dozenui. Você fez isso para entrar na gangue dele não é? Para ser amigo dele! Agente não era o bastante para você.
- Nada é o bastante para mim Madelina! Nada! Nem Dozenui nem ninguém. O que eu queria eu nunca vou ter! - Fala Milioneiro segurando os braços dela que o batiam. Ela olha firme para ele e percebe do que ele falava.
Ela se vira assustada.
- Eu não sabia... Porque não falou? Eu sou namorada do seu melhor amigo.
- Eu sempre amei você Madelina. Primeiro que o Teorino. Mas agora é tarde de mais para você saber. Tomei coragem na hora errada. Já estou em outro caminho. E ele não tem volta.
- Você podia ter me falado... - Diz ela surpresa e triste. Milioneiro sai deixando Madelina triste.
Milioneiro atravessa a rua e se depara com outra pessoa. Dozenui com seu grupo bem no meio da rua.
- E ai Milioneiro? Saiu e nem falou nada.
- Sai um pouco mais tarde. - Fala ele envergonhado.
- Conseguiu Milioneiro. Você é agora do nosso grupo. Meu irmão adiantou a festa para hoje a noite. Você vai? Não vai?
- Eu vou ver com meus pais.
Todos riem dele.
- Você é agora do grupo do Dozenui. Pessoas desse grupo dizem sim ou não. Agora você é um homem.
Milioneiro olha firme para Dozenui e fala:
- Eu vou.
Dona Patricia era uma mulher muito elegante, apesar dos quarentas anos era muito jovem ainda e morava num apartamento muito chique no centro da cidade. Quando ela acordou naquela manhã com o porteiro do seu prédio dizendo que tinha uma mulher querendo falar com ela, já sabia do que se tratava. Tonely, junto dos dois rapazes chegaram e ela os recebeu da melhor forma possível. Os três se sentaram no chique sofá da mulher e Tonely começou a falar:
- Eu estou grávida do seu marido. Estávamos saindo a alguns meses. E ele me ameaçou me demitir se não ficasse com ele.
- E você se vendeu tão barato assim? - Diz ela séria. - É logico além de você estragar a sua vida. Além de estragar um lar é claro.
Tonely engoliu isso em seco. E Rodrilberto falou assustado.
- A senhora não entendeu. Vinhemos aqui alertar a senhora. Largar de ser capacho desse...
- Vocês vinherão aqui se vingar do seu chefe. Vocês se quer pensaram no que eu estaria sentindo. Vamos falar abertamente. Vocês acham que eu casei achando que ele ia ser fiel a mim a vida inteira?
- Porque a senhora continua casada com ele? Porque se casou sabendo disso?
- Toda mulher é feliz até que alguém fale que seu marido está a traindo. Antes, elas fingem que acreditam que ele é um bom esposo.
- Mas isso é ridículo. Eu sou casado e sou muito fiel a minha esposa.
- Até quando querido? Vocês tem quanto tempo de casado? Logo vai cair na rotina e você vai querer outras coisas.
- Não! Quando começar a rotina. Vamos tentar nos surpreender sempre com coisas diferentes, não só no sexo, mas em todas as áreas possíveis. Me desculpe senhora. Mas a senhora que escolheu o homem errado. Não julgue todos os homens por más experiências que você teve ou que ouviu falar.
- Sua mulher teve sorte então. Isso se não for da boca para fora. Não é? -Diz ela rindo.
- Fidelidade não é uma questão de escolha e sim de honra senhora. Procure nos lugares certos. Aposto que vai achar um homem melhor.
- Já fizeram o que vinheram fazer? Então podem se retirar.
Os três se levantaram e Rodinildo fala:
- A senhora vai continuar casada com ele?
- Acho que isso é da minha conta e não de vocês. E você mocinha, esperamos a criança nascer. E depois vamos fazer o exame de DNA.
Todos descem o elevador e Patricia fica no sofá e não demonstra nenhum sentimento. Ainda com seu meio sorriso uma lágrima começa a cair. Ela limpa rapidamente soltando um soluço de choro. Mas não deixa.
Odranoeti está vendo televisão na casa da filha. Ainda lembrava das palavras da filha. E olha para o telefone. Ela se aproxima do telefone e disca alguns número. O telefone chama. E a voz de Mona se ouve do outro lado.
- Alô?
Ela desliga rapidamente. Mercelina se aproxima e se senta no sofá.
- Uma pessoa muito inteligente falou que embora ninguém posso voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.
- O que você quer dizer com isso Mercelina?
- A senhora não pode remendar o que fez dona Odranoeti. Mas não tenha medo de ter uma segunda chance. Não tenha medo da vida. De agir. De passar vengonha. De se entristecer. De fracassar. A senhora nunca vai se arrepender disso tudo. Mas se arrependera não ter agido.
Odranoeti se levanta com um sorriso e corre lá para cima e logo desse com as malas. Edinilma vendo a mãe com a mala fala:
- Mãe? O que a senhora vai fazer?
- Eu vou atrás do seu pai Edinilma. Eu não posso deixar aquele homem ir embora. Ele me aguentou por mais de vinte anos. Não vou achar outro assim. - Ela sorrindo fala para a filha: - Eu amo seu pai. E vou lutar por ele.
De repente atrás da filha surge ninguém menos que Sebston com um sorriso e chorando muito.
- Sebston? - Odranoeti larga as malas e desce as escadas e para assustada. - O que faz aqui?
- Quando a Ednilma saiu lá de casa eu vi que por mais que a Mona seja perfeita ela nunca vai me fazer feliz. Porque eu amo você. Eu amo seus defeitos e suas qualidades. E suas qualidades são muitas. Eu sei quais são perfeitamente. E sem você nunca vou ser feliz.
Odranoeti o beija apaixonadamente se jogando em seus braços. E Ednilma, Wilemina e Mercelina bate palmas rindo.
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