terça-feira, 4 de setembro de 2012

Capítulo 1 - Um carro estranho



Rodrilberto tinha tudo para ser feliz. A menos de um mês mudou para o Goiás, conheceu sua alma gêmea e casou com ela.
 Ednilma  era uma moça pacata, de família, com fama de boa moça. Em sua vida inteira nunca tinha feito nada de errado na vida.
Respeitava a todos. E viu em Rodrilberto o homem perfeita para constituir uma família. O casamento deles foi simples, mas com a pequena família de
de Ednilma presente. A cidade de Rodrilberto era longe e seus familiares não poderiam vir. Foi tudo muito rápido e muitos diziam que a pobre mulher estava gravida.
Mas não, era apenas o amor acontecendo... em menos de um mês.
Tudo parecia bem. Até que um carro passou a perseguir Rodrilberto. De começo ele não reconheceu o carro que em todos lugares ele encontrava. Mas logo percebeu que
aquele carro tinha feito do passado dele. Rodrilberto não era de falar muito de seu passado. Na verdade ele não era muito de falar de nada. E Ednilma viu isso como uma coisa boa.
Pois para ela, era ela quem deveria falar. E se tinha uma coisa que Ednilma gostava de fazer era falar. Pode-se dizer que esse era o único defeito de tão puritana moça.
Mas nos últimos dias Edinilma percebeu que era hora de Rodrilberto falar. Ele estava com cara de que precisava falar.
- Rodrilberto, o que está acontecendo? Você está com olhar espantado sempre. Sempre quando ouve algum barulho olha para aquele carro parado na frente da nossa casa que já faz mais de dois meses que está lá.
O que tem ele em Rodrilberto? Sei que não é coisa boa. Se fosse você iria me contar não iria? É algum espião Rodrilberto. Anda Rodrilberto! Me conta logo!
Mas Rodrilberto não era de falar muito. E naquele momento ele tinha resolvido abusar de sua característica mais marcante.

Mas Rodrilberto passou a ficar meio psicótico com aquele carro. Em todo lugar ele estava. Desde o seu emprego, a academia que frequentava, a casa dos melhores amigos nos jantares de sexta-feiras.
Rodinildo, melhor amigo de Rodrilberto e colega de trabalho dele, também desconfiou.
- De quem é aquele carro Rodrilberto? -Diz ele espiando pela janela junto do amigo. - Já é a terceira sexta-feira que ele aparece ai. De inicio pensamos que era até o carro de vocês.
- Não é nosso carro.

Mas um dia Rodrilberto decidiu deixar o medo de lado. Num dia de folga em que estava em casa. Abriu a porta de casa e foi ver de quem era aquele carro. Olhou através do vidro esfumaçado e não viu ninguém. Até que uma voz o fez arrepiar os cabelos da nuca.
- Pensou que ia escapar de mim Rodrilberto? Pois estava muito enganado.

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